Biografia 2017-06-16T12:01:49+00:00

Integrantes

Amy Lee
Amy LeeVocal (1994 - atual)
Jen Majura
Jen MajuraGuitarra (2015 - atual)
Tim McCord
Tim McCordBaixo (2006 - atual)
Troy McLawhorn
Troy McLawhornGuitarra (2007 - atual)
Will Hunt
Will HuntBateria (2007 - atual)

História da banda

[Evanescence] Significa uma dissipação ou um desaparecimento como vapor.

“É uma palavra que a maioria das pessoas nunca escutou antes porque nós saímos do nada e nós queremos ter esse elemento de mistério. Eu também acho que é linda assim como nossa música.” – Amy 

Os fundadores da banda, Amy Lee e Ben Moody, se conheceram em meados de 1994 durante um acampamento de verão para jovens cristãos em Little Rock, Arkansas. Ben (com 14 anos) estava no ginásio assistindo a uma partida de basquete quando ouviu o som da introdução ao piano de “I’d Do Anything For Love” de Meatloaf, cujo nome é Michael Lee Aday, cantor e ator americano. Ben tomou um susto quando percebeu que havia uma menina tocando piano do outro lado do ginásio.

“Eu olhei para o piano e havia essa garota esbanjando um grande talento. Depois da minha raiva por inveja inicial, calmamente eu fui em direção ao piano e me apresentei. Depois ela me impressionou ainda mais com músicas que ela havia escrito. Eu achei que estava no paraíso. Mas quando ela cantou, eu quase morri. Vindo daquele rejeitado e pequenino acampamento estava uma das mais poderosas e belas vozes que eu já tinha ouvido. Então eu, de alguma forma, a convenci de não tocar com mais ninguém e resolvemos formar uma banda” – diz Moody. Amy tinha 13 anos na época.

Começo de batalhas

Foi tudo muito difícil no começo; sem dinheiro para pagar integrantes, a única coisa que faziam, e faziam muito bem, eram as composições. Eles se consideravam até “almas gêmeas” nisso, embora compusessem sempre sozinhos. Nessa época a banda cogitou diversos nomes: Childish Intentions, Stricken, Halo Machine e For The Fallen. As primeiras músicas a serem gravadas, já com o nome de Evanescence, foram “Solitude”, “Understanding”, “Give Unto Me” e “My Immortal”. Amy e Ben nutriam na época uma espécie de competição amigável de baladas, a qual, segundo Ben, Amy ganhou com “Give Unto Me”. O som que eles propuseram era influenciado por bandas como Living Sacrifice e Portishead. Formavam um som único, que muitas vezes foi chamado de New Metal ou Gothic Metal, mas a diferença era que, de acordo com a Amy,

“O que eu trago à banda é a idéia e vibração da coisa romântica / clássica / orquestral – as cordas, o coral, os vocais de fundo celestiais, e o piano. A banda traz o rock – as guitarras e a bateria. Juntos criamos algo que é muito original”.

O material foi parar nas mãos de Brad Caviness e Shelly LeCompt, que alguma razão, começaram a tocar as músicas “Understanding” e “Give Unto Me” no Blitzkrieg, um programa de rock cristão do qual eles eram co-produtores, na rádio KABF em Little Rock. Deram à banda sua primeira exposição ao mundo. O Evanescence começou então a estabelecer uma reputação, mesmo sem ninguém saber como ou onde encontrar a banda, pois eles não podiam fazer show por falta de músicos.

Mais tarde, a banda começa a gravar músicas com a Bigwig Enterprises, e com ajuda de amigos como Will Boyd, Stephanie Pierce, Rocky Gray e Matt Outlaw eles gravam seu primeiro EP para divulgação do trabalho. O Evanescence EP foi lançado em dezembro de 1998 durante o primeiro show feito pela banda no pub Vino’s. Foram vendidas todas as 100 cópias do CD-R naquela noite.

Mesmo com a negatividade de muitos, que não acreditavam em seu potencial, eles não desistiram e em agosto de 1999 lançaram seu segundo EP. Sound Asleep EP ou Whisper EP, como é chamado, teve 50 cópias gravadas pelo Ben e distribuídas pela Bigwig Enterprises. Desta vez eles não venderam em um show, mas dirigiram a amigos e fãs próximos. A banda passa então a fazer alguns shows com a ajuda John LeCompt (guitarra), Rocky Gray (bateria) e Will Boyd (baixo).

Em dezembro de 1999 é oficializado um novo integrante, David Hodges (teclado e vocal), que ajudou na composição do primeiro disco da banda, o Origin. Gravado pela Bigwig Enterprises com participações especiais, teve 2500 cópias, todas vendidas durante a festa de lançamento que ocorreu no dia 4 de novembro de 2000 no estacionamento do River Market de Little Rock.

Neste mesmo local também se apresentaram outras bandas, como Living Sacrifice e Squad 5-0. Origin foi um marco na história da banda. Embora Amy não o considere um álbum, mas apenas uma “maquiagem” de demos para enviar a diferentes gravadoras, este CD trouxe para o Evanescence uma identidade e força bem diferenciadas dos lançamentos anteriores. Devido a esse sucesso, até hoje cópias originais são vendidas a um altíssimo preço e diversos falsos relançamentos aparecem no mercado.

Se mistérios e especulações com encartes já aconteciam com os antigos CD-Rs, o Origin veio para assimilá-los de vez à identidade da banda. Além disso, um magnífico simbolismo sonoro, do qual já pudemos provar nos CD-Rs anteriores, assenta como marca reconhecida do Evanescence, unindo cada vez mais expressivamente o sombrio ao lírico.

Origin

Topo do mundo

Durante dois anos a banda grava uma série de faixas novas, algumas com mais de uma versão, para divulgar seu trabalho. Em 13 de janeiro de 2003, o Evanescence lança o Mystary EP pela Sound Asleep Entertainment. Este EP foi uma prévia do Fallen, e já continha três dos lançamentos que viriam com o primeiro grande álbum. Depois que terminaram de gravá-lo nos estúdios profissionais, David resolve sair do Evanescence porque agora eles se distanciariam bastante de sua proposta pessoal: a música religiosa. Até hoje, no entanto, ele mantém uma amizade forte com Amy e Ben.

No dia 14 de fevereiro de 2003, quando eles assinam com a Wind-up Records, chega ao cinema o grande hit que anunciaria o Evanescence para o mundo. “Bring Me To Life”, através do filme Daredevil / Demolidor – O Homem Sem Medo, cai nas graças do público do rock. Esta faixa pertence ao álbum lançado em 4 de março de 2003, Fallen. O primeiro álbum oficial é um trabalho emocional, suave, de potencial irrefutável guiado pelo vocal celestial de Amy Lee.

“Nós somos definitivamente uma banda de rock. Mas a diferença é que a música da nossa banda é épica, dramática, dark rock” diz Lee.

Fallen

0
milhões de cópias vendidas
0
Grammys Awards

O primeiro grande single ainda contou com a presença de Paul McCoy do 12 Stones, da mesma gravadora (na época, chegaram a cogitar que Mike Shinoda fizesse os raps, já que o Linkin Park estava gravando um álbum no mesmo estúdio).

“É sobre acordar para todas aquelas coisas que você tem perdido por muito tempo. Um dia alguém disse algo que fez meu coração acelerar por um segundo e eu percebi que por meses estive paralisada, só passando pelos caminhos da vida” diz Amy.

Hoje, Fallen acumula 15 milhões de cópias vendidas. Todo esse sucesso garante ao Evanescence, em 2004, o Grammy de melhor novo artista e melhor música de hard rock.

Origin

Quanto às letras, o Evanescence explora o dark, temas introspectivos do amor, desespero, e desesperança. Mas o grupo insiste que a mensagem fundamental é positiva:

“A finalidade do álbum e da banda é que as pessoas saibam que não estão sozinhas ao lidar com sentimentos ruins ou qualquer coisa que elas tenham de passar” diz Lee, que escreve a maioria das palavras.

“Aquela é a vida e aqueles são os humanos. Eles não estão sozinhos e nós passamos por isso também. Nós somos muito sinceros com o que fazemos. Existe tanta angústia adolescente clichê hoje em dia na música. Não é como nós. Não estamos tentando vender um ângulo, só estamos aqui escrevendo com nosso coração” enfatiza Moody.

Primeiro Choque

“Foi estranho sair na nossa primeira turnê”, Amy se lembra. “Ninguém tinha nenhuma expectativa, e nós estávamos fazendo alguns shows em pistas de patinação para tipo, 10 pessoas – foi muito hilário. Mas no final da semana tinha uma grande diferença toda vez, e no final do mês estávamos tocando para centenas de pessoas – e no último verão estávamos tocando na frente de 50.000 pessoas na Alemanha”.

Amy trabalhou no dia de seu aniversário (13/12/2003 – Coliseu de Quebec – Quebec, Canadá).

Mas a história da banda não é só alegria. O maior impacto que teve essa sem férias foi a saída de Ben Moody. O próprio técnico da banda dizia que os dois deveriam ficar um bom tempo sem se verem. Com a pressão, começaram a aparecer diferenças em perspectivas de vida que antes não se percebiam. Ben resumiu a parte essencial em uma entrevista para a MTV: “As coisas com as quais lidamos em nossa música eram coisas pelas quais as pessoas passam e nem sempre querem falar sobre elas. Para mim, isso é horrível. Mas uma vez que você faz isso, depois deve chegar e dizer, ‘nós conseguimos nos livrar disso, e agora vai ficar tudo bem.’ Para a Amy, era sempre, ‘Não, nada nunca vai ficar bem.’ E eu não poderia viver com isso”. Amy procurava caminhos de composição para a banda muito mais artísticos, e Ben entendia que certas regras deveriam ser seguidas para que as pessoas pudessem ouvir, entender e comprar. Ben premeditou a sua saída, no meio da turnê, deixando a banda desfalcada; conversou durante horas com o administrador da Wind-Up e no dia 22/11/2003 abandonou a banda antes de um show em Berlim. A saída do co-fundador do Evanescence foi o maior choque que os fãs tiveram na história da banda.

Ares Esparsos

Em 2004, Terry Balsamo, da banda Cold, entrou de vez no Evanescence. Este ano foi uma vida de ônibus de banda, cheia de loucuras – que renderam os extras do DVD Anywhere But Home, lançado em 23/11/2004 – com destaque para a participação da banda Seether. Em agosto do mesmo ano eles entraram em férias pelos próximos dois anos. Geraram-se expectativas sobre o futuro da banda, com a mídia especulando se Amy era boa o bastante para liderar sozinha.

Em julho de 2006, ela informou a todos a triste notícia de que o baixista William Boyd não estava mais na banda. “Há algumas semanas, o Will decidiu deixar a banda. Ele disse que ele simplesmente não pode ir em uma outra grande turnê agora e quer ficar um pouco mais perto de sua família”. Poucas informações corriam sobre os outros integrantes da banda. Com relação a Amy, ela terminou o namoro com Shaun no início de 2006 e ainda estava processando o ex-empresário Dennis Rider, por negligência profissional e assédio sexual.

Out Of The Shadows

Para completar o ano de 2005, Amy se envolveu com a campanha Out Of The Shadows, para esclarecer às pessoas o que era epilepsia (doença de seu irmão Robbie). Assista ao vídeo da campanha.

Após ouvirmos as primeiros notícias sobre um futuro álbum, em novembro de 2005, Terry é hospitalizado por causa de um derrame, devido ao excesso de headbangs. Ele havia recém terminado de gravar as guitarras para esse novo lançamento e, que bom, teve uma espetacular recuperação.

Renascimento da Essência

Todos queriam saber se Amy era boa o bastante: o que seria do segundo álbum? Um novo Fallen ou algo completamente diferente? Em 2006, depois de uma longa espera, a banda finalmente lançou The Open Door. E dessa vez havia um parceiro presente de composição: Terry. “Fazer esse álbum foi realmente muito intenso. Terry teve o derrame, o processo com o meu empresário e também terminei o meu namoro com o Shaun Mourgan. Mas tudo pelo que passamos só beneficiou na composição das músicas do álbum. Com o Fallen, a banda tinha muito o que provar para criar identidade, agora que eu encontrei um ótimo parceiro de composição, nós levamos o nosso tempo para compôr e tínhamos a liberdade de expressão. Não apenas dor ou tristeza, mas também raiva e sim, felicidade” diz Amy.

Origin

The Open Door é uma transformação de proporções épicas para a banda. Felicidade e experimentalismo são os temas mais surpreendentes comparando-se com as raízes da banda.

Os vocais de Amy estão muito mais fortes e com um alcance maior; embora os solos de guitarra tenham diminuído em potência, a liberdade artística do álbum é o que mais chama a sua atenção sob o nome Evanescence. A resposta para a inquietante pergunta de outrora era positiva. Atualmente, as vendas do álbum giram em torno de 4,7 milhões.

Para assumir o baixo, Tim McCord, da banda The Revolution Smile, entrou o Evanescence. Com o sucesso do álbum, a comparação saiu da mídia e a atenção foi voltada para os locais novos que a banda passaria dessa vez: entre eles, Brasil. As cidades privilegiadas foram Porto Alegre (17/04/07), Curitiba (19/04/07), São Paulo (21/04/07) e Rio de Janeiro (22/04/07).

Mudanças Cruciais de Line-up

Dessa vez o choque foi duplo: durante a turnê, John LeCompt é demitido e Rocky Gray sai da banda junto com o companheiro. As primeiras veiculações na imprensa saíram em maio, logo após a passagem pelo Brasil. Discussões e especulações muito intensas, até mesmo mensagens falsas, demoraram para tomar um rumo, principalmente porque Amy demorava a se pronunciar sobre o assunto: ela recém havia se casado com Josh. O problema principal foi a falta de participação deles na criação do álbum.

John declarou “Às 3h de ontem eu recebi uma ligação de Amy. Mas não era a ligação de uma amiga que gostava de mim, mas de uma inimiga que estava pronta para machucar a mim e à minha família. Sem nenhuma advertência ou negociação sobre o meu futuro, eu fui despedido por motivo nenhum”.

Rocky sai da banda em companhia a John, ambos ressaltando várias vezes em posts de blogs que agora formariam uma nova banda chamada Machina. Amy declarou no EvThreads que “Ambos já estavam prontos para sair. Eles foram bem claros sobre o fato de não se importarem com o Evanescence, e só ficaram na banda por dinheiro. […] Uma mentira que vem me importunando é o fato de Rocky ter se demitido segundo a imprensa. Ele nunca falou com nosso empresário nem comigo, mas falou pro resto da equipe que ele planejava sair durante minhas 2 semanas de lua-de-mel […] Falei para John que era hora de ele fazer o que queria. Ser músico em turnê é frustrante se o que você realmente quer é criar música”.

Novas incertezas

Os anos de 2008 e 2009 foram as épocas de projetos paralelos de cada integrante da banda. Tim McCord fazia shows recorrentes em Sacramento, Califórnia, com sua ex-banda local The Snobs. Terry voltou a tocar com a Cold e em alguns projetos com Wes Borland, ex-companheiro da banda Limp Bizkit.

Amy participou do lançamento comemorativo de 15 anos do filme Nightmare Before Christmas / O Estranho Mundo de Jack e começou a tocar harpa. Tudo isso aumentou as dúvidas quanto ao retorno da banda. Em 2009, no entanto, Amy e Terry apresentaram uma composição nova chamada Your Love.

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Amy declarou que em 2010 teremos material novo lançado e a realização de um show surpresa em São Paulo (08/11/09) em meio a essa fase de composições.

“Vocês, fãs do Brasil, são uns dos nossos melhores e mais loucos fãs”, disse Amy.

Em breve… essa história continua.